domingo, 27 de janeiro de 2008

Coisa Fútil nº 5::: Planejando o futuro

Vida de casado. O quê muda? Bem, para começar a principal mudança que percebo é em relação a comida. A vida de solteiro é geralmente mais solitária - você come um cachorro-quente e está alimentado. Já casado, tive que passar a me importar muito mais com o que devo alimentar o meu amado. É difícil pensar por dois. Perguntas como "o que vamos comer?" ou "você prefere o que?" se tornam corriqueiras e as principais respostas também - "tanto faz", "qualquer coisa", "cebola não!" "sopa de novo?"... Mas outro ponto gira em torno de valores: como não pensar no futuro? Economizar, poupar, vegetar... não sair em festas caras. Achar caro qualquer mercadoria que custe mais que cinco reais e, principalmente, sempre perguntar "onde está o troco?". Pensar em abrir um negócio junto com o parceiro, um cantinho onde a vida a dois se una também no financeiro.
Outro ponto é nos pequenos detalhes, pequenos gestos, pequenas manias que passam a ser percebidas no companheiro: o jeito que ele lhe afaga quando bebe um copo de cerveja, a maneira com que sua perna fica aberta na cama, o mal-humor matinal, as frases para dormir... coisas que somente no campo da percepção geram um efeito. Perguntar como um pai se ele escovou os dentes ou se passou o creme anti-acne. Conversar sobre as decisões que ele tomará no emprego. Coisas que causam um reboliço na vida de um mestrando.
Perceber que talvez nunca tenha valorizado bem os atributos que ele possui e tentar inserir ele nos mais diversos campos de sua vida. Vida de casado é planejar o futuro. É entrar na fila de adoção, para que daqui a uns cinco anos possamos adotar um pimpolhinh@. É ter uma reserva para emergência. É pensar que tudo o que preciso é planejar junto o que iremos fazer.
Talvez a parte mais cruel de planejar seja a de por em prática o planejado. Corta tudo. Economizar. Confesso que ter uma poquinha de barro para por as moedas de 0,50 e 1,00 foi uma boa idéia. Pena que custou cinco reais. É por sua conta bancária em ordem, é não comprar no cartão, nada - somente à vista.
Morar juntos, gasto em dobro. Ao menos tento não pensar muito sobre isso. Mas é super gratificante acordar e ver o rosto querido no travesseiro ao lado. Comprar móveis - só se forem usados e de baixo preço. E mais adiante também. Agora temos que poupar.
Planejar envolve sair do aluguel - como nem sei. Mas planejar o futuro é planejar junto, somente juntos se consegue concretizar. Se os dois não cooperam, não se consegue nada.

Coisa Fútil nº 4::: Se o pc não ligar...

Certo dia, meu colega de quarto voltou do serviço e o pc dele não ligava: - "Joubeeeeeert ! Poderia dar um pulinho aqui" e lá estava eu. O monitor estava ligado mas o pc ligava e não acontecia nada. Por passo, o que eu fiz foi:
1º - Verifiquei os cabos, pois algo poderia estar desconectado [teclado, monitor, cabo de energia, etc.]
2º - Desconectei o cabo de rede [nunca se sabe...]
3º - Liguei ele e percebi que: não apitou, logo dificilmente seria memoria ram. Continuou sem dar final de vida. Ao tentar desligar apertando o botão "power" percebi que não o estava fazendo. Reiniciei e em seguida apertei o dito botão.
4º - Retirei os cabos de energia e abri o gabinete. Aparentemente tudo normal. Havíamos feito uma limpeza cerca de uns dois meses atrás. Pouca poeira lá dentro.
Tive que pensar rápido: método japonês, americano ou russo? No método americano, se desconecta os cabos mais obvios, como os cabos flat dos hds e outros device, e vai usando na tentativa e erro. Fiquei bem tentado, visto que meu colega tinha uma certa urgência a tentar o método russo. Mas por mais que funcione, acredito que ele estranharia eu estar batendo com uma chave de fenda na placa-mãe dele. Logo só sobrou o japonês.
5º - Apliquei o famoso método japonês de correção de erro. Desconectei todos os possíveis cabos, junções, memórias, conectores. Em seguida reconectei tudo. Claro, não deixei de incluir meu colega no processo, solicitando que passasse uma borracha branca nas memos para retirar alguma possível pequena oxidação...
6º - Voilá... eis que o pequeno liga. Para desencargo de consciência, baixo um fiz do banker e do nimda e deixo passando em "modo de segurança", que entrei apertando F8 na inicialização. passados 35 minutos, tudo funcionava perfeitamente. E o que custou? Um pacotinho de Bono de sabor morango.

Coisa Fútil nº 3::: Dicas para entrevistas e transcrição de áudio

Não que importe, mas transcrever áudio é um saco. Tenho quase 50 horas de transcrição e posso afirmar que o pior da transcrição é ver que pequenos detalhes poderiam melhorar muitíssimo a qualidade da entrevista.
Pensando nas entrevistas que transcrevi posso afirmar que:

* O entrevistador falar demais é um saco: castra o entrevistado e torna a entrevista maçante.
* Pergunta idiota, tolerância zero: nada pior que uma pergunta inteligente, extremamente formulada que obriga o entrevistado somente a dizer "É..."
* Local de entrevista não pode ser lanchonete: apesar de saber que o entrevistado não deva ser retirado do seu espaço, entrevistas em lanchonetes, corredores, salas de aulas ou associações onde o fluxo de pessoas seja intenso e ocorra um exagero de ruídos.
* Entrevistador estrela, entrevistado acuado, entrevista inútil: as melhores entrevistas que transcrevi o entrevistado era o foco principal, o entrevistador falava muito pouco e o principal - o aparelho gravador estava muito mais próximo do entrevistado.
* Entrevistas curtas, tempo controlado e a resposta ideal: Delimitar um tempo mínimo de entrevista é essencial, pois facilmente se cai no risco de falar de coisas que não interessam ao entrevistador. Cerca de 40 minutos é o tempo ideal de uma entrevista que tenha o objetivo básico de saber a opnião de alguem sobre um assunto. Mais que isso é uma entrevista mal-feita(claro, isso não é uma verdade absoluta).
* Tem que ter seriedade: apesar de a entrevista poder ter um clima descontraído, o entrevistador deve podar-se de piadinhas ou mesmo comentário alheios a entrevista.
* Evitar colocar palavras na boca do entrevistado: com a desculpa de resaltar o que foi dito pelo entrevistado, muitos entrevistadores resumem o que foi dito em uma fala de dois minutos em uma oração, geralmente binária, do tipo "sim ou não".
* Decidir bem o que se deseja da entrevista: Fazer um roteiro com os temas, ou mesmo com as perguntas a serem respondidas é o melhor caminho para que a entrevista não caia no limbo do silêncio.
* Transcrever requer um eixo que se compõem de: fidelidade, sigilo e reconhecimento. Para o transcrevente poder pegar seu trabalho, peça recomendações. Confira a opnião de quem já realizou trabalho com ele. De uma entrevista pequena, de baixa relevância e pague pela transcrição. Não contente-se com pouco, sugira mudança e, principalmente, acorde bem o formato da transcrição.
* Só peça a transcrição do registro coloquial [marcas de oralidade, registro fonético coloquial] caso seja realmetne interessante ao seu trabalho. Geralmente, o texto fica melhor de ser analizado se estiver dentro da norma padrão. Realmente fára diferença para o leitor do seu texto se em uma transcrição conter "tava" no lugar de "estava"?
* Transcrição é um processo demorado: cerca de 1/4. Para cada hora gravada, serão necessárias, no mínimo 4 horas para uma boa transcrição.
* Não apresse o transcrevente: Dê um tempo considerável para que possa realizar o trabalho sem pressão. Isso evita pressa e possibilita um trabalho melhor.
* Não faça entrevista em grupo. Por mais interessante que possa ser, um grupo maior que 2 entrevistados gera muita interferência. Conversas paralelas, baixa captação de voz, intimidação pela presença de outra pessoa na entrevista.
* Sempre acorde antes com a pessoa como será a entrevista e começe gravando uma fala onde conste: o dia, hora, local, entrevistado, assunto e uso. Isso possibilita evitar mal entendido sobre o uso do contúdo das entrevistas. Não esqueça de encerrar a entrevista agradecendo o entrevistado e reportando a hora de encerramento.
* Entrevista que envolvam temas delicados como violência, passado criminal ou acepções políticas é de bom tom que se envie uma cópia da transcrição para o entrevistado. Porém, ao fazer isso deve-se ter em mente que ele poderá vetar trecho que julgue ofensivo e que não queira associado ao seu nome.
* Pague bem o profissional pelas transcrições: caso o material envolva entrevistas com pessoas de fala clara, de bom dóminio da norma culta, pode-se negociar um preço acessível. Caso seja composta de entrevistas com campesinos, moradores de ruas, rappers e pessoas cujo registro possa dificultar a transcrição, aceite o valor recomendado e se for acessivel, dê uma gratificação extra no pagamento. Sei que é complicado falar de dinheiro, mas uma entrevista com somente um entrevistado "culto" custará cerca de R$ 1,00 o minuto transcrito. Geralmente, se adiciona um percentual de 20% quando aumenta o número de entrevistados ou de 30% com a alteração de registro fonético.
* Selecione entrevistas que lhe serão úteis. Em alguns casos, apenas parte do conteúdo lhe será útil, logo não se torna necessário pagar para transcrever todo o conteúdo.

Não espere muito. A transcrição é só o fruto de seu trabalho como entrevistador.

Coisa fútil nº 2::: Erro na instalação do Windows XP

Caso você tenha instalado o Windows XP e, de repente, resolva formartar o bichinho preste atenção. Um erro comum que acontece é o da partição ficar danificada. O como e o porquê não vem ao caso: você inserre o cd de instalação, o processo começa e vai bem... até o momento em que começa a dar um erro do tipo: não foi possivel copiar o arquivo x... A coisa mais sensata é pensar que é um erro do cd de instalação. Nem sempre. Em três pc's que formatei nessa semana, foi necessário mexer nas particões para poder continuar instalando o xp. O interessante é que, ao colocar o mesmo disco em outro pc, o xp considerava as particões com erros. Sabendo isso, excluía as particões e deixa o disco vazio, ou ao menos um espaço não particionado ea nova instalção criava uma partição NTFS. Funcionou nos três...
Isso aconteceu no meu também quando fiquei tentado a atualizar para o Vista. mesmo processo. Vale resaltar que as instalações pré-existentes não foram feitas por mim, tampouco pelas mesmas pessoas.
Logo se surgir algo do tipo, não esqueçam de prestar um pouco de atenção: pensar que o problema é mais complicado que um simples cd, costuma dar certo.

Coisa fútil nº 1::: A maldade do amor

Tristão da Silva

Contraste

Depois que você foi embora
eu passei a viver desolado
minha vida tem sido agora
um contraste do nosso passado.

Mesmo assim, apesar dos pesares
de você eu não guardo rancor
toda a causa dos meus dissabores
eu só culpo a maldade do amor.

O amor faz a gente sorrir
o amor faz a gente chorar
o amor faz a gente mentir
e também faz a gente pecar.

Hoje vivo a vagar pelas ruas
procurando esquecer minha dor
mas ao ver um casal se abraçando
é que eu sinto a maldade do amor.